Para obter o direito de voto, as mulheres italianas tiveram que esperar pelo fim da Segunda Guerra Mundial.
Nos primeiros vinte anos do século XX houve movimentos e pressões para que o sufrágio se tornasse universal, mas Mussolini e os seus acólitos acreditavam que as mulheres estavam destinadas ao trabalho doméstico, ocupadas apenas em produzir filhos para o país.
Na realidade, as mulheres estudavam, muitas trabalhavam seja como operárias em fábricas ou como professoras ou mesmo enfermeiras. Algumas até se graduavam em cursos considerados “masculinos”, tais como medicina, física ou direito e outras tantas se dedicaram às “artes” ou ao jornalismo.
Porém, todas estas mulheres eram consideradas cidadãs de segunda classe, não podiam ir às urnas e ajudar a escolher quem deveria redigir as leis e governar o país.
No dia 2 de junho de 1946, quando se votou para escolher entre manter a monarquia ou mudar para a república, as mulheres italianas saíram de casa com trajes festivos para afirmar o seu direito individual e coletivo de serem plenamente cidadãs e de contribuir para a construção da democracia nascente.
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