📍 Minas Gerais
O século XIX foi palco de debate sobre o tema da imigração em Minas Gerais. Havia gente a favor e contra à introdução de imigrantes no estado.
Os políticos favoráveis viam o imigrante como instrumento de desenvolvimento econômico. De fato, os locais que mais receberam imigrantes foram também os que mais se beneficiaram com investimentos, como por exemplo, na malha ferroviária.
A Zona da Mata mineira, por ser grande produtora de café, gerava riquezas para Minas Gerais. Ela foi privilegiada com a recepção de imigrantes e com investimentos, o que gerou críticas e disputas regionais.
A Fazenda Floresta, na Zona da Mata, era uma importante produtora de café e pertencia à família Assis, uma tradicional família juizforana.
Em 1897, o administrador da fazenda, Theodorico de Assis, contratou seis famílias de agricultores italianos que vieram para trabalhar na lavoura do café.
Os imigrantes vieram no vapor Les Alpes em viagens diferentes:
ALBERTI Francesco (37 anos), a mulher, Maria (28 anos), e o filhos Raffaele (5 anos) e Eugenio (1 ano);
BELTRANI Luigi (25 anos), a mulher Giovanna (23 anos), a filha Assunta (1 ano) e uma parenta CLEOFE Pobe (31 anos);
BERTINELLI Vincenzo (25 anos), a mulher, Teresa (23 anos), e as filhas Elisa (3 anos) e Adele (1 ano);
FOINI Giovanni (56 anos) e os filhos Luigi (27 anos), Luigia (23 anos), Maria (16 anos), Emilio (11 anos) e Carlo (7 anos);
MELONI Giuseppe (34 anos), a mulher, Maria (29 anos), e os filhos Umberto (7 anos), Amedeo (5 anos) e Itália (apenas 1 ano, falecida em 20/05/1897);
ROSSINI Constantino (33 anos), a mulher, Gentile (29 anos) e as filhas Adele (4 anos) e Maria (1 ano).
Imagens: Fazenda Floresta. www.mariadoresguardo.com.br/2012/04/bairro-floresta-fazenda-floresta.html
Fontes: Acervo MUVIT MG.
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