Em 1928, a empresa alemã Zeppelin impressionava o mundo com o seu novo dirigível de luxo com dimensões monumentais e capacidade para transportar 65 pessoas (incluindo a tripulação). Em 1930, a Zeppelin organizou uma viagem inédita em direção ao Rio de Janeiro.
Na primeira parada, o dirigível foi recebido com entusiasmo por uma multidão, em Recife, ao pousar na Torre da cidade, em 22 de maio.
A viagem rumo ao Rio de Janeiro começou no dia seguinte. Minas Gerais não ficou de fora e em Ubá aconteceu a memorável passagem. O fotógrafo Celidônio Mazzei, imigrante italiano, percebendo que aquela manhã estava movimentada, com muita gente correndo pelas ruas, ficou curioso e saiu de seu estúdio para ver o que estava acontecendo. E foi nesse momento que percebeu que lá estava o Zeppelin. Assim, conseguiu registrar a imagem em sua câmera.
De acordo com o relato de Mazzei, o balão teria ancorado sobre o Rio Ubá e seu comandante teria desembarcado e conversado com ele. A fotografia de Mazzei é um grande marco para a história da cidade e para o trabalho do imigrante. Foi um momento que poderia ter passado desapercebidamente, mas que foi imortalizado.
O dirigível chegou à Cidade Maravilhosa em 25 de maio e, como não podia ser diferente, atraiu uma multidão que lotou as praias e até o Pão de Açúcar. Foram quase 90 minutos até que ele pousasse – já que não existia torre na cidade. Os passageiros e a tripulação foram recebidos por convidados seletos: jornalistas, oficiais do exército e outras autoridades.
Após uma curta estadia, o Zeppelin partiu rumo aos Estados Unidos. Sua passagem pelo o Brasil deixou um legado que culminaria num esforço conjunto com a Alemanha para criar uma linha aérea regular entre Frankfurt e Rio. E assim, três cidades brasileiras fizeram parte da história!
Foto: Zeppelin sobrevoando a Praça Guido Marliére, por Celidônio Mazzei (Ubá, 1930). Acervo familiar.
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