A modernização dos transportes em Minas Gerais começou a partir da segunda metade do século XIX, devido à expansão da lavoura cafeeira e à necessidade de levar o café até os portos de embarque do Rio de Janeiro e de Santos.
Com a abolição, não havia mais pessoas escravizadas para executar o trabalho braçal, necessário à construção de ferrovias e rodovias, nem pessoas qualificadas para administrá-las e operá-las. Por isto, recorreu-se ao engajamento estratégico de trabalhadores nacionais e de imigrantes estrangeiros.
A disponibilidade de mão de obra em localidades próximas aos projetos favoreceu a contratação de imigrantes residentes nos núcleos coloniais e urbanos como operários ou técnicos nesses novos empreendimentos, situados em cidades tais como: Belo Horizonte, Barbacena, São João del-Rei, Sabará na região central; Juiz de Fora, Mar de Espanha, Ubá na Zona da Mata; Itajubá, Varginha e Poços de Caldas no Sul; Divinópolis na região Oeste e Uberaba, no Triângulo mineiro, entre outras.
Fonte: Domingos A. Giroletti
PARTICIPAÇÃO DOS IMIGRANTES ITALIANOS NO DESENVOLVIMENTO DE MINAS GERAIS
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Foto: Cartão Postal Colorizado: Inauguração da Torre e da nova Estação Ferroviária Estrada de Ferro Central do Brasil, em Juiz de Fora, 26/12/1906 – Acervo: Museu Ferroviário de Juiz de Fora
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