Durante o período em que houve o chamado tráfico negreiro, que começou no século XVI, o Estado Monárquico brasileiro foi responsável por trazer quase cinco milhões de africanos escravizados para o Brasil.
Em todo o continente americano, o Brasil foi o maior país escravagista: durante quase três séculos e meio, recebeu 40% dos 12,5 milhões de africanos embarcados à força destinados às Américas.
Segundo o Banco de Dados do Comércio Transatlântico de Escravos, considerado a fonte mais completa e confiável sobre o tema, chegaram ao país 4,86 milhões de pessoas escravizadas.
O Brasil foi o último país da América a abolir a escravidão, em 1888. Dois anos antes, os grandes cafeicultores de São Paulo haviam criado a Sociedade Promotora de Imigração, com o objetivo de trazer imigrantes europeus para substituir os trabalhadores escravizados nas fazendas de café.
Em 1887, os produtores mineiros seguiram o mesmo exemplo e fundaram a Associação Promotora de Imigração em Juiz de Fora, uma sociedade anônima que financiava a vinda de imigrantes a Minas.
Fontes: Acervo do MUVIT MG. Artigo: Café e Imigração Italiana em Minas Gerais. Autor: Carlos Eduardo Rovaron,
https://muvitmg.org.br/colecao-muvit/artigos-101
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Brasil: 500 anos de povoamento. Rio de Janeiro, 2000.
Banco de Dados do Comércio Transatlântico de Escravos https://www.slavevoyages.org,
Imagem: Congado em uma fazenda de Minas Gerais, Brasil. 1876. Autor: Rui Santos – Domínio público
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